O "Black Hornet"

18-08-2019

Com um alcance máximo de 2,1 quilómetros, simplicidade de operação, capacidade comprovada para operar dentro de edifícios de forma quase silenciosa e com recurso a modernos sensores, a sua utilidade é inegável.  

O "Black Hornet", é um mini veículo aéreo militar, não tripulado, desenvolvido pela norueguesa "Prox Dynamics AS" e comercializado por meio da fabricante americana de câmaras de infravermelho e derivados, "FLIR", estando em uso pelas forças armadas dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Austrália, Noruega, Holanda e Índia. 

O "nano-drone" mede cerca de 10 por 2,5 centímetros, pesa entre 16 e 30 gramas (conforme a variante) e alcança velocidades de 21km/h, é capaz de auxiliar o usuário na obtenção da consciência situacional que precisa, sendo também pequeno o suficiente para caber numa mão.

Está equipado com uma câmara directamente apontada para baixo, uma virada para a frente e outra inclinada 45 graus para baixo. Cada "pacote" é constituído por dois "drones" com uma autonomia de cerca 25 minutos, assim, enquanto um está em operação, o outro recarrega durante mais ou menos o mesmo tempo de autonomia do aparelho.

Desde Outubro de 2014, o pequeno drone, agora designado de PD-100 Black Hornet, conta com recursos de visão nocturna, térmica, sensores infravermelho e de ondas longas, favorecendo ainda mais a sua capacidade de obter imagens valiosas, em alta resolução e através de ligação fechada, para as forças que apoia.

Foram desenvolvidos como parte de um contrato de cerca 21.901.966,80 euros (21 milhões, novecentos e um mil, novecentos e sessenta e seis e oitenta cêntimos), para 160 unidades (160 pares com respectivos equipamentos auxiliares), sendo que um operador pode ser formado em 20 minutos para a operação do "nano-drone". Mais de 3000 "Black Hornet´s" terão sido fabricados até ao momento.

A função mais óbvia do Black Hornet é claramente o apoio a forças especiais, mas é também de grande utilidade para forças mais convencionais, assim como para missões humanitárias e de resgate. Com um alcance máximo de 2,1 quilómetros, simplicidade de operação, capacidade comprovada para operar dentro de edifícios de forma quase silenciosa e com recurso a modernos sensores, a sua utilidade é inegável. 

Num momento em que nas Forças Armadas Portuguesas se investe neste tipo de tecnologia não tripulada, suportar a aquisição ou, quem sabe, o desenvolvimento de um aparelho nacional similar, é algo que sem dúvida deve ser analisado.

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