M60A3TTS - Reserva de Guerra

17-05-2019

M60A3TTS português/ autor desconhecido
M60A3TTS português/ autor desconhecido

O M60A3 é a evolução do anterior A2, e o A3TTS é por sua vez a modernização do A3.

O carro de combate M-60 foi desenvolvido para render os M-48 do Exército Americano, tendo também revelado bastante sucesso no estrangeiro (no total foram entregues mais de 5000).

A sigla "TTS" significa "Tank Termal Sight" - Sistema de Visão Térmica, e trata-se de um reforço da versão A3, que tinha já vários sistemas inexistentes no A2, como sistemas NBC, de gestão de tiro e telémetro a laser.

Nos anos 70 (78/79), altura em que surgiu o M60A3TTS, este era um dos tanques, senão o tanque, mais capaz em operação no mundo, graças a aplicação de novas tecnologias e métodos que lhe davam superioridade no campo de batalha. Entre estas aplicações estavam mangas térmicas que anulavam consideravelmente (para os sistemas da época) a assinatura térmica da arma após o disparo e geradores de fumaça que criavam uma manto protector. Estando a viatura coberta pelo fumo, esta tornava-se apenas visível a quem tivesse sistemas de visão térmica, algo revolucionário nos anos 70 e inexistente nos T-72, rivais directos do M60.

M60A3TTS português/autor desconhecido
M60A3TTS português/autor desconhecido

O A3 está equipado com um canhão de 105mm de cano longo como armamento principal, que é relativamente eficaz para a destruição de inimigos, ainda mais estando equipado com um sistema de gestão de tiro que o tornava particularmente preciso.

Apesar de tudo, o M60, embora ainda tenha o seu valor militar, encontra-se actualmente obsoleto, sendo os seus sistemas outrora revolucionários agora comuns na maioria dos tanques de guerra rivais.

Apesar da tentativa de desenvolver novas versões, como o "Sabra" (Israel) ou o 120S (Turquia), acabou por ser retirado do arsenal norte-americano e substituído por volta dos anos 80 e 90, pelo mais moderno e capaz M1Abrams.

Nos anos 90 Portugal recebeu cerca de 100 M-60A3TTS, cedidos pelos americanos e aliados que agora os retiravam de serviço, parte deles participaram inclusive na Guerra do Golfo (1990/91) onde pouco depois da comissão foram enviados para o Exército Português.

M60A3TTS português Foto: Jorge Santiago/mediotejo.net
M60A3TTS português Foto: Jorge Santiago/mediotejo.net

Portugal operou este sistema de armas até 13 de Março de 2018, quando os últimos carros de combate foram retirados e colocados na Reserva de Guerra, onde já se se encontravam bem mais de metade da totalidade de tanques recebidos nos anos 90.

Considera-se que embora fora de serviço activo, os M60A3TTS do Exército mantêm-se relevantes para as capacidades militares de Portugal, estima-se que várias dezenas de tanques deste tipo estejam armazenados, desses, entre 50 a 60 poderiam, hipoteticamente, ser alocados ao serviço em relativo curto espaço de tempo. O exército mantém também tripulações capazes de os operar assim como doutrina e método, essencial para um rápida, mas nem tanto, reactivação.

Os últimos disparos em Santa Margarida/foto:Jorge Santiago para mediotejo.net
Os últimos disparos em Santa Margarida/foto:Jorge Santiago para mediotejo.net

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