Marinha Portuguesa

16-05-2019

A Marinha de Guerra Portuguesa é um dos três ramos das Forças Armadas e é responsável pela defesa do território (marítimo e terrestre) e interesse nacional.

Trata-se do ramo militar marítimo mais antigo e ainda em funcionamento no mundo de acordo com uma "bula" papal do Vaticano. A título de comparação, a independência de Portugal foi em 1143 e pouco depois, em 1180, é documentada a primeira batalha, da então Marinha Real (nome apenas oficializado em 1312), ao largo do Cabo Espichel contra embarcações de uma esquadra Muçulmana. No entanto, foi preciso esperar até 1312 para a Armada receber a sua primeira Organização Permanente e o seu Primeiro Almirante, Manuel Pessanha.

Com a expansão ultramarina e o interesse português na procura de novos territórios além-mar, a Marinha passa a ser empregue a partir de finais do século XIV em expedições, exploração dos oceanos e combatendo os inimigos que se opunham. Portugal tinha agora navios a navegar em todos os Oceanos dominando assim a expansão Marítima.

Com a formação da União Ibérica, em 1580, a Marinha perde muitos dos seus navios, nomeadamente os mais poderosos, ao serviço do Rei Filipe de Espanha que os transferiu para a sua "Armada Invencível" e os perdeu na luta contra os seus inimigos. A Marinha tinha entrado em decadência.

Foi preciso esperar pela Restauração da Independência para Portugal ver, novamente, o seu poder naval crescer. Em 1717 a Marinha batalhou contra os turcos que ameaçavam o sul da Europa e em 1800 atinge o seu auge.

De 1800 para 2015 a Marinha de Guerra viu várias vezes mudar os seus objectivos, apoiou a pacificação e ocupação das colónias africanas no século XIX, protegeu comboios marítimos e combateu navios alemães na Primeira Guerra Mundial (de 1914 a 1918) e assegurou a neutralidade portuguesa durante a segunda, 1939-45. Com a entrada de Portugal na NATO/OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) a Marinha priorizou a ameaça submarina soviética e em 1961 fez a sua ultima grande expansão de meios para guerrear contra os movimentos revolucionários que lutavam pela independência das colónias e eram apoiados directa e indirectamente pelos soviéticos, americanos e não só. Com o conflito terminado em 1975 a Armada viu os seus meios reduzidos ou parcialmente desarmados, visto tais não serem considerados necessários.

Com o fim da Guerra Fria nos anos 90, a Marinha focou-se na obtenção e manutenção dos meios estritamente necessários para a defesa dos interesses nacionais, para o apoio multi-nacional a aliados, missões de paz e combate ao terrorismo, foco que ainda hoje se mantém.

03 de Maio de 2015 

ultima actualização a 16 de Maio de 2019