Novo submarino brasileiro inicia provas de mar

25-09-2019

S-40 Riachuelo
S-40 Riachuelo

O primeiro dos quatro submarinos diesel-eléctricos brasileiros já iniciou as suas provas de mar, parte de um programa que culminará com a construção e aquisição do primeiro submarino nuclear brasileiro. 

O Riachuelo (S40), primeiro submarino brasileiro diesel-eléctrico do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), iniciou hoje, dia 25, as provas de mar. O S40 faz parte de uma classe, construída no Brasil, em parceria com a francesa DCNS, de quatro submarinos convencionais.

Trata-se da embarcação líder da classe Riachuelo, derivada da Classe Scorpène francesa, mas com maior comprimento, tonelagem e capacidade de carga. O Riachuelo, que será seguido pelo S-41 Humaitá (2020), S-42 Tonelero (2021) e S43 Angostura (2022), tem 71,62 metros de comprimento e 1870 toneladas, mais que os 66,4 metros e 1717 toneladas dos semelhantes franceses.

O S-40 foi lançado ao mar a 14 de Dezembro de 2018, no Complexo Naval de Itaguaí, Rio de Janeiro, onde foi montado e construído. Previsto para os testes em curso, está o lançamento de um torpedo F21 de 533mm assim como um míssil simulado anti-navio MBDA Exocet SM39 Bloco 2.

Os testes de mar estão programados para durar até ao primeiro semestre de 2020, com a entrega ao serviço da Marinha daquele país, a ser espectável de se realizar em Outubro do mesmo ano.

O S-40 Riachuelo já iniciou testes de mar
O S-40 Riachuelo já iniciou testes de mar

Depois do Chile, que recebeu dois submarinos semelhantes nos anos 90, o Brasil é o segundo operador da América Latina de um derivado da classe Scorpenè. Outros clientes incluem a Malásia, mas também a Índia, França e Espanha, estes últimos, também fabricantes.

O auge do projecto é o culminar de capacidades que permitirão a construção do tão desejado Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR), com 100 metros de comprimento e mais de 6000 toneladas, equipado com um reactor fabricado naquele país da América do Sul. A entrada em serviço do SN-BR, deverá ocorrer por volta do final da década de 2030.

Submarino Tupi (S-30) actualmente em operação
Submarino Tupi (S-30) actualmente em operação

Os novos submarinos vêm substituir as ainda relativamente modernas embarcações da classe Tupi. Especula-se que dois deles poderão ser vendidos por falta de recursos.

As Forças Armadas Brasileiras viram parte do seu orçamento provisoriamente barrado, com uma fracção do mesmo recentemente descongelado. Os cortes terão prejudicado, ou tido o potencial de lesar, projectos estratégicos daquele país, nomeadamente a compra de novas corvetas (a Marinha do Brasil sofre com graves problemas operacionais com as suas "escoltas"), aquisição de novos caças Gripen, projecto do blindado Guarani, Prosub, entre outros.

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